quarta-feira, 2 de setembro de 2009

No centro de tudo: o amor!



“O mundo progride, progride, progride e quando vamos analisá-lo no ato final, ele se apresenta o mesmo, estancado há séculos numa única e incorruptível verdade: segue sendo o amor a coisa mais revolucionária que há. Independentemente de tudo o que existe, é o amor que transforma, irrita, movimenta, embeleza, enfeita, impulsiona, destrói, liberta e prende. Em sua órbita, apenas distrações.”
(Martha Medeiros)
Sem comentários!
Claudia.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Discurso de Oscar Arias



Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009.
"Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas. Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros. Não creio que isso seja de todo justo. Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.
Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais: todos eram pobres. Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão: Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta. Certamente perdemos a oportunidade. Há também uma diferença muito grande.
Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos. Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal.
Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que a da Coréia do Sul. Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura, em questão de 35 a 40 anos, é um país com $40.000 de renda anual por habitante. Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos. Que fizemos errado?
Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal. Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos. Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos. Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus. De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário.
Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10. Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países. Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos.
Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano. Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano. Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa. No meu pronunciamento desta manhã, referi-me a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado.
Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo "num planeta que tem 2.500 milhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia" e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados. *Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50.000* milhões em armas e soldados.
Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo? Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita razão, é a falta de educação; é o analfabetismo; é que não gastamos na saúde de nosso povo; que não criamos a infra-estruturar necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos; que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente; é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente; é produto, entre muitas outras coisas, certamente, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas. Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta.
Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou. Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos. E eu, lamentavelmente, concordo com eles.
Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos" (qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo...) os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX, que é o *pragmatismo*.
Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha: "Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos". E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que "a verdade é que enriquecer é glorioso".
E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás. A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos. Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos. Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer.
Muchas gracias."
Terceirizar culpa para encobrir a própria incompetência é fácil, conveniente e, de quebra, favorece enganar, escandalosamente, o povo. Tiro o chapéu para o Sr. Oscar Arias. As observações são muito pertinentes. Resultados diferentes pressupõem atitudes diferentes.
Claudia.

domingo, 30 de agosto de 2009

A Arte do Mangá

Adoro a arte dos Mangás. Seus traços são perfeitos, as expressões quase que reais e as curvas femininas nas mãos desses artistas, uma perfeição. São feitos para todos os gostos e contam todos os tipos de histórias, sejam elas para crianças, jovens ou adultos. Um show de criatividade!

SHI, por William Tucci...


Boa noite!

Claudia.


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Um convite à instrospecção, por Natália Franco

Foto tirada na praia de Ponta Verde/Maceió, por Natália Franco. Segundo a fotógrafa, a foto, batizada como "Um convite à introspecção", está crua, ou seja, sem edições adicionais, exceto a assinatura da autora. Sendo filha dessa terra e conhecedora de suas belezas naturais, sei da veracidade da afirmação de Natália.

A beleza da imagem acabou por ser premiada no 6º concurso, tema "Imagens Noturnas" da comunidade BemFlickrBemBrasil.

Para explorar a galeria de imagens da autora acesse: http://www.flickr.com/photos/nataliafranco/3348068944/

Ai que saudades do azul desse mar e dos coqueirais!



Claudia.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Wappa: Adeus vouchers de táxi!


Estou cansada de ouvir falar em problemas, escândalos políticos e anomalias sociais. Essa onda de masoquismo coletivo, não sei se por falta de assunto ou de criatividade, que vem transformando nossos meios de comunicação, com raras exceções, num lugar comum e insuportável. Gosto mesmo é de saber o que há de novo, conhecer gente que faz e descobrir quais as soluções disponíveis no mercado.
Hoje, abro um espaço para divulgar a grande idéia da empresa Wappa, cujo serviço, dentre outros, é facilitar o pagamento e a gestão das despesas com táxi, de forma simples, inovadora e enxuta. A metodologia é simples: em vez de utilizar vouchers, os funcionários das empresas, munidos de uma senha, pagam a corrida mediante o envio de um torpedo. A Wappa reúne os torpedos, consolida as despesas e manda uma conta única às empresas clientes – em seguida paga às centrais de transporte.
As movimentações podem ser monitoradas através de Relatórios Gerenciais, contendo informações sobre valor, trajeto, data, horário e quilometragem de cada corrida. Há ainda a possibilidade de alocar um limite mensal para utilização por colaborador, cujos pagamentos das corridas são efetuados por celular e imediatamente disponibilizados, via WEB, permitindo o acompanhamento e controle em tempo real.

São 75 centrais de rádio táxi, distribuídas em vários estados do País:


Para mais informações e simulação do serviço acesse o site http://www.wappa.com.br/

Um grande abraço,
Claudia.