sexta-feira, 22 de abril de 2011

"My Favorite Color": Afinal, de quem é a música?

O músico israelita de 25 anos, Ophir Kutiman, inspirado na escola do Funk e da Black Music, executou uma tarefa inusitada. Vasculhando pela web fragmentos de vídeos contendo a performance de músicos amadores, conseguiu agregar dezenas de sons diferentes e sincronizá-los em uma nova música. Na apresentação do vídeo, Ophir, que se tornou famoso por realizar outros mashups na web, deixa claro que a intenção não foi ofender ninguém, pois a ideia resultou de seu verdadeiro amor pela arte da música, e agradece todos os músicos inseridos no vídeo por compartilhar seu talento.

Apesar de incluir no final do vídeo todos os créditos e indicar os links para os vídeos originais, com certeza, Ophir infrigiu o atual regime de direitos autorais. Frutos da cultura da remixtura proporcionada pela web 2.0, alguns trabalhos de mashups são tão perfeitos que abalam as convicções do céticos e fãs das estrelas formais de gravadoras. Se os artistas da "orquestra" virtual de Ophir, denominada "My Favorite Color", formalizarão reclamações eu não sei, mas o resultado do trabalho ficou encantador:

Claudia.

terça-feira, 1 de março de 2011

KINECT: Brasileiro também produz inovação radical!

Para quem não conhece, o Kinect é um novo conceito em jogos, diga-se de passagem, revolucionário. O equipamento, que foi lançado pela Microsoft no final do ano passado, capta os movimentos dos jogadores e os transfere para dentro dos games, sem a necessidade de joystick ou controles.

O conjunto de câmeras do Kinect foi concebido para mapear o jogador e o ambiente em que ele está. Assim, o sistema consegue identificar onde estão braços, pernas e a cabeça do usuário, transferindo seus movimentos para dentro da tela. Todos os menus do console
podem ser acessados com simples gestos, dispensando o uso de controles e botões. Ao ligar o aparelho, imediatamente ele visualiza a sala e o jogador, realizando um pequeno movimento para baixo e para cima. E tem mais, o equipamento possui um sistema de reconhecimento de voz, permitindo controlar a reprodução de vídeos e de músicas, inicialmente nas línguas inglesa, japonesa e espanhola. As demais línguas, incluindo o português brasileiro, serão adicionadas nos próximos meses, durante as atualizações dos softwares.
Mas as novidades não param por ai. Quem assina o invento é Alex Kipman, um cientista brasileiro, natural de Curitiba. Filho do embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, Alex já morou em Roma e Miami, antes de se mudar para Nova York, há 15 anos, onde se formou em Engenharia de Softwares pela Rochester Institute of Technology. Fã de videogames desde pequeno, Alex conta que o Kinect nasceu há 3 anos, quando estava passando uns dias na chácara de sua tia, perto de Curitiba. Observando como as pessoas se tornaram escravas da tecnologia dos botões e controles, perguntou-se como seria não depender de nenhum tipo de dispositivo eletrônico. Foi aí que o “Projeto Natal”, primeira denominação do Kinect, face à paixão de Alex pelo Nordeste, começou a nascer. Uma tecnologia onde você é o controle, conforme demonstra o vídeo abaixo:

Mesmo considerando meu limitado conhecimento sobre Engenharia de Softwares, ouso repetir o jargão popular, Kipman atirou no que viu e acertou no que não viu. Penso nas inúmeras aplicações que poderão advir da tecnologia do Kinect. Simulações nas mais variadas áreas do conhecimento; de aulas de medicina, com cirurgias virtuais, a aulas de ginástica; aplicações e testes de técnicas futebolísticas; incrementos de recursos nas vitrines sensoriais de lojas de vestuário, etc. No campo corporativo, imagino como os chamados jogos empresariais poderão ser enriquecidos. E o que dizer da contribuição que os estímulos sensoriais do Kinect poderão trazer para o desenvolvimento cognitivo na área da Psicologia? Aliás, sobre este último, recomendo a leitura do depoimento emocionado de Arilson Karmo no Portalxbox no post intitulado Kinect fez minha mãe chorar.”
Vocês acham que estou exagerando? Então confiram no vídeo abaixo as diversas interações possibilitadas pelo equipamento:

E ainda há quem diga que brasileiro é criativo, mas não inovador. Nos últimos anos, alguns inventos contradizem essa afirmação. Além de Kipman, podemos citar Fernanda Viégas, a carioca que ficou conhecida como a encantadora de dados, com a criação do site colaborativo Many Eyes; Ricardo Ferreira, químico formado pela UNICAMP, que vem atraindo a atenção dos profissionais da Universidade da Califórnia-UCLA, com seu estudo sobre cristais capazes de absorver CO2 da atmosfera; Artur Ávila, matemático carioca, diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica em Paris, e cujas equações, segundo os mais renomados profissionais da área, são verdadeiras obras de arte; Vanessa Vilela, a mineira que criou a marca de cosméticos Kapeh, definida pela ONU como uma empresa com forte senso de responsabilidade social, que usa o café como matéria-prima, fruto de 3 anos de estudos e parcerias com universidades e institutos de pesquisa; Kiko Mistrorigo e Célia Catunda, os brasileiros donos da Produtora TV PinGüim, que faz o desenho Peixonauta, animação que desbancou sucessos tradicionais e é o desenho mais visto do Discovery Kids, hoje exportado para 50 países; Vítor Araújo, o pianista pernambucano, apontado pela Revista Galileu como uma das promessas da música brasileira. Apesar de sua formação erudita, Vítor inova misturando em seus arranjos influências tão diferentes quanto Heitor Villa-Lobos, Johan Sebastian Bach, Luiz Gonzaga e Chico Buarque, que estão em seu CD e DVD de estréiaTOC – Ao Vivo no Teatro Santa Isabel”. Aliás, abro um parêntese para recomendar a magnífica interpretação de Vítor Araújo em "Comptine D'Un Autre Été", do compositor francês Yann Tiersen.

O que há em comum com a maioria desses profissionais, além da nacionalidade brasileira, é o fato de terem que ir para o exterior para desenvolver suas habilidades em toda plenitude. Talvez o problema não esteja no brasileiro, mas sim nas nossas organizações. Estas, sim, precisam ser ágeis no desenvolvimento da cultura para assimilar, reconhecer e investir na inovação. Normas disciplinares, legislações rigorosas, ausência de políticas arrojadas de treinamento e seriedade excessivas podem se transformar em fortes predadoras da criatividade e, conseqüentemente, da capacidade inovativa. Quando o assunto é inovação, não há meio termo. Ou faz, ou não! Inovar exige investimento contínuo em aquisição e disseminação de conhecimentos, pesquisa, treinamento, acesso a tecnologias, abertura de debates, estímulo a atitudes colaborativas e questionamentos constantes, em todos os níveis.

Muitas vezes ideias e projetos fabulosos são rejeitados com argumentos do tipo: “não é o momento”; “não estamos preparados”; “está fora da nossa realidade”; “estamos nos preparando e evoluindo, mas chegaremos lá!”. Resta-nos saber, “” onde? Afinal, como diz a turma jovem, “a fila anda”.

Uma ótima semana a todos!

Claudia Coutinho.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

CROWDFUNDING: A Revolução do Financiamento Colaborativo



O limite é a sua imaginação!
Foi essa a ideia que me veio à mente quando me deparei com o conceito de crowdfunding, que, traduzido para o Português, significa “financiamento colaborativo”.

Na Wikipédia, a expressão é definida como “uma ação de cooperação coletiva realizada por pessoas que contribuem financeiramente, usualmente via internet, para apoiar iniciativas de outras pessoas ou organizações”.

Embora o termo seja recente no mundo virtual, a ideia de viabilizar ações e projetos mediante doações é antiga, entretanto, ganhou extraordinária força com a internet e o desenvolvimento das chamadas mídias sociais, fatores que possibilitaram conectar pessoas com interesses comuns, em qualquer ponto do planeta, através de plataforma on-line.

Quando, em 1865, o escultor francês Fréderic-Auguste Bartholdi e o historiador de Versalhes Edouard de Laboulaye, ambos admiradores dos Estados Unidos, resolveram presentear os americanos em nome da França, optaram pela construção da famosa Estátua da Liberdade. Na ocasião, face ao alto investimento necessário, Bartholdi lançou a seguinte proposta: quem doasse dinheiro para o projeto ganharia uma réplica do monumento, evidentemente, em tamanho menor. Com o montante arrecadado, na década de 1880, enfim, a Estátua da Liberdade ficou pronta. Se, à época do desafio, Bartholdi contasse com os atuais recursos da internet, certamente seu empreendimento não aguardaria 15 anos para se concretizar.

Hoje, qualquer pessoa que tenha um projeto em mente, entretanto não dispõe de recursos para materializá-lo, não precisa recorrer a fundos de investimentos ou patrocinadores potenciais dispostos a aceitar os riscos. Com o mecanismo do crowdfunding é possível reunir pequenos grupos para financiar projetos que vão desde a produção de filmes a inventos tecnológicos.

Dentre os fortes motivadores do crowdfunding podemos citar o compartilhamento de interesses comuns, a possibilidade de colaboração e, enfim, o sentimento de pertencimento, prazeres que só uma relação em grupo/comunidade pode proporcionar. Afinal, quem não aprecia a ideia de fazer parte de algo grande, ainda que contribua com pouco? No modelo, “quem incentiva faz porque gosta e se identifica com os projetos”.

A primeira plataforma brasileira on-line para financiamento colaborativo entrou no ar neste mês, o site Catarse, inspirado no americano Kickstarter. “Com ele, podemos viabilizar projetos em diversas áreas, desde que tenham relevância social”, diz o administrador gaúcho Daniel Weinmann, 28 anos, um dos precursores do financiamento em massa no Brasil e criador do site Crowdfunding Brasil, lançado em 31 de janeiro, com o objetivo de explicar o que é financiamento colaborativo.

Para informações sobre como inserir ou apoiar um projeto acesse o blog do catarse e assista o vídeo abaixo:

Se você tem uma ideia, acredite!
Claudia Coutinho.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Palestras do TEDx como Treinamento em Inovação

A velocidade da informação e o desenvolvimento tecnológico vêm contribuindo para que o ciclo de vida de produtos e serviços seja cada vez menor. Muito além das teorias administrativas que preconizavam a qualidade e a produtividade, nos anos 80 e 90, hoje, fazer mais com menos é um modelo importante, mas insatisfatório, diante das exigências do atual mercado consumidor. Ultrapassando os limites da melhoria contínua, a necessidade que se apresenta é muito mais complexa, pois requer soluções que combinem, simultaneamente, custo baixo e diferenciação. Em outras palavras, coisa boa produzida com custo baixo, conceitos até então entendidos como conflitantes.

No livro INNOVATRIX, os autores Clemente Nóbrega e Adriano R. de Lima ressaltam que, ao optar por um produto/serviço, quatro questões influenciam a decisão do consumidor: funcionalidade, consistência (garantia de que funciona), conveniência (serviços agregados que promovam satisfação, comodidade, etc.) e preço (existem opções mais baratas no mercado?). A maioria dos produtos/serviços disponíveis já ultrapassou as fronteiras da funcionalidade e da consistência. O grande desafio, portanto, é associar conveniência (diferenciação) e preço.
Diante desse contexto, para manter a vitalidade e assegurar a sustentabilidade dos negócios, o mundo corporativo é obrigado a sair de sua zona de conforto e a pensar, continuamente, novas formas de trabalhar seus produtos/serviços e, principalmente, novos modelos de negócios e relacionamento com os clientes. Por isso, nunca se falou tanto em INOVAÇÃO, cujo objetivo principal é a geração de idéias que possibilitem dinheiro novo. Ou seja, agregar ao produto/serviço variáveis atraentes que captem a percepção de valor do consumidor. Mais que funcionalidade e consistência, os consumidores optam por produtos/serviços que lhes proporcionem experiências gratificantes. É necessário adicionar elementos sensoriais ao ambiente, seja através de cores, ambiência, decoração, música, dança, descontração, aromas, etc. O importante é enriquecer a atmosfera. As empresas que captaram essa evolução do consumo conseguiram produzir inovação de valor, com baixo custo.

Vejamos o exemplo do Cirque Du Soleil. Como conseguir desenvolver arte circense de alto valor com custo baixo? Guy Laliberté, fundador do Cirque, sabia do alto custo envolvido no processo tradicional, desde animais (ração, vacinas, domador, veterinário, alojamento, transporte especial) a artistas de grife. Assim, optou por algumas inovações: eliminou os animais, numa época em que os espectadores começavam a não mais tolerar os castigos físicos infligidos pelos domadores; substituiu artistas famosos por talentos de rua dos diversos cantos do mundo; reduziu os números com palhaços e deu lugar a espetáculos de bom gosto e requinte; introduziu elementos estéticos (temas, música, dança); substituiu os bancos de madeira tradicionais por assentos confortáveis. Uma verdadeira revolução do espetáculo!

Outro exemplo que aguça nossos sentidos é a Livraria Cultura. A loja possui um acervo fabuloso (livros, revistas, CDs, DVDs), sem falar no aroma inconfundível no ar; uma cafeteria charmosa que é um convite ao bate-papo com amigos; um elenco de souvenires sugestivos; auditório para eventos; além da programação destinada ao público infantil. Na hora de comprar um livro, impossível resistir aos encantos sensoriais da Cultura.

No caso de produtos, citamos o kit “tênis Nike + iPod”, a parceria, que combina e amplia os elementos de ambos os modelos de negócios, permite criar uma experiência mais enriquecedora para os corredores. O kit é composto por um sensor e um receptor que envia informações da corrida para o Sportband, iPod Nano, iPod Touch ou iPhone. Usando-o nos treinos e provas, pode-se registrar e controlar todas as informações: distância, velocidade, duração e calorias perdidas. Ao término do treino, basta conectar o Sportband ou o Ipod no computador e baixar todas as informações.

Dentro do raciocínio do redesign, vale refletir sobre transformações que podem ser inseridas com o intuito de proporcionar experiências sensoriais aos clientes.
Durante o lançamento do Movimento Empresarial para a Inovação (MEI), realizado no dia 10/09, numa parceria da FIESC com a CNI, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ressaltou que “o Brasil precisa dobrar o esforço empresarial em inovação, pois esta é a prioridade das prioridades”.

Entretanto, cabe ressaltar que inovação é, acima de tudo, um processo de conexão. O segredo é descobrirmos as lacunas provocadas por situações contraditórias, trabalharmos os recursos disponíveis sobre diversos ângulos, fazer as conexões devidas, identificar soluções inovadoras e realizar. Não podemos ignorar que isso exige, antes, um processo de educação e desbloqueio mental. Como poderemos atingir esse nível de conexão ficando à margem das tecnologias disponíveis, das inúmeras possibilidades de relacionamento com a sociedade e, principalmente, das novas formas de negócios que surgem quase que diariamente? Precisamos entender o contexto para nos situarmos enquanto pessoas, cidadãos, profissionais e, finalmente, enquanto empresa.

Com a finalidade de explorar o tema nas empresas, pode-se adotar as palestras do Programa TEDx, cujo conteúdo é riquíssimo, permitindo avaliar tendências, além de trabalhar, de forma prática e atraente, diversos conceitos como inovação em produtos e serviços, sustentabilidade, responsabilidade social, papel das redes sociais, revisão do modelo de educação, tecnologia, comportamento social, ética nos negócios, inclusão digital, entre outros.

O TED, cuja sigla significa Tecnologia, Entretenimento e Design, surgiu em 1984 como uma conferência anual na Califórnia e já teve entre seus palestrantes Bill Clinton, Paul Simon, Bill Gates, Bono Vox, Al Gore, Michelle Obama e Philippe Starck. Apesar dos mil lugares na platéia, as inscrições esgotam-se um ano antes. O objetivo do evento é divulgar “idéias que merecem ser espalhadas”. Assim, através de uma tribuna livre, os participantes difundem propostas sérias que visam mudar atitudes, vidas e, em última instância, o mundo. Como forma de difundir a prática, os organizadores do TED criaram o programa TEDx, ou seja, eventos locais, e organizados de forma independente, que reúnem pessoas para dividir uma experiência ao estilo TED.

O primeiro evento no Brasil nessa linha foi o TEDxSP, cujo tema central foi “O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?”, baseado no fato de ser o Brasil um dos países integrantes do BRIC (BRASIL – RÚSSIA – ÍNDIA – CHINA), grupo que vem atraindo a atenção do mundo. Realizada sem fins lucrativos, por isso os ingressos são gratuitos, aliás, uma das premissas estabelecidas pela organização TED, a conferência reuniu mais de 30 pensadores de áreas diversas de conhecimento, desde arte e tecnologia a ciência e negócios, para falar sobre suas melhores idéias. Para manter a objetividade, as palestras são estruturadas com duração de 5 a 18 minutos. “Os palestrantes são orientados a centrar fogo na defesa de apenas uma idéia, sem muito blábláblá.” O diferencial do evento é que as falas mais marcantes vêm exatamente de quem menos esperamos. São pessoas, muitas vezes simples, que ousaram acreditar num ideal e trabalharam para transformá-lo em realidade.
Para ter uma idéia da relevância e dos reflexos do evento, a Revista The President, um lançamento quase secreto do mercado editorial brasileiro, pois se trata de um título tão exclusivo que não é possível ser adquirido em bancas ou livrarias - é distribuído apenas para os três mil presidentes das três mil maiores empresas do Brasil (os vice-presidentes não recebem) – dedicou dez páginas sobre o TED.

As palestras são fascinantes, sem falar no alto nível. Depois de assisti-las, não somos mais os mesmos. Então, porque não trazer a experiência do TEDx para as ações de Treinamento nas Empresas? Os vídeos estão disponíveis e são de domínio público. Após exibição das palestras, é interessante estimular o diálogo entre os participantes, com o intuito de discutir as idéias e pensar cenários dentro do contexto da organização. Afinal, ir ao evento ou assistir aos vídeos tem o mesmo objetivo: acesso ao aprendizado através do conteúdo apresentado pelos palestrantes.
Sobre o programa:


Dentre os momentos interessantes do TEDxSP, destaco a palestra do Ronaldo Lemos, Diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV, com o título “Apropriação Tecnológica pelas Periferias”:


Convém que o programa envolva o maior público possível. A despeito dos papéis desempenhados pelos colaboradores, não sabemos que tipos de experiências são vivenciados por esses fora das dependências da empresa, portanto, desconhecemos que potencial de conexão cada um carrega consigo e, principalmente, que combinações de talentos e habilidades podem estar sendo desperdiçadas. Os insights poderão ser surpreendentes.

Claudia Coutinho

domingo, 5 de setembro de 2010

Branding 3.0


Dentre as oito metas traçadas pela ONU para o milênio, destacam-se a garantia da sustentabilidade ambiental e o estabelecimento de parcerias mundiais para o desenvolvimento. Nesse contexto, é cada vez maior o número de setores que vêm se estruturando para fazer avançar as práticas de responsabilidade social. As experiências demonstram a crescente preocupação dos empresários que desejam a sustentabilidade dos seus negócios no longo prazo.

Um dos grandes motivadores é a pressão que muitas empresas vêm sofrendo do mercado externo para manterem altos padrões de respeito ao meio ambiente e aos direitos humanos, provocando, assim, transformações significativas nos procedimentos de trabalho, caracterizadas por modernização dos equipamentos, inserção tecnológica e práticas menos prejudiciais ao meio-ambiente.

Tais iniciativas são fundamentais para fomentar as exportações ao mesmo tempo em que revela para a sociedade uma gestão mais transparente sobre suas formas de atuação e de suas cadeias produtivas, possibilitando que o consumidor identifique artigos/serviços produzidos com respeito ao meio ambiente e aos direitos humanos.
Cabe destacar que, em diversos países, cresce o número de consumidores preocupados com a sustentabilidade e que optam por comprar produtos que agregam padrões sustentáveis em sua cadeia produtiva. Entretanto, políticas sustentáveis voltadas apenas para melhoraria da imagem não geram credibilidade e nem conquistam o respeito dos clientes. Pesquisas demonstram que, embora as ações de sustentabilidade sejam vistas com bons olhos pela sociedade, poucas empresas são reconhecidas como efetivamente “verdes”. Na maioria das vezes, as ações são interpretadas como meras campanhas de marketing.

A nova lógica de relacionamento com consumidores requer mudança de postura das empresas, exigindo seriedade no tratamento das questões de sustentabilidade, as quais devem ser consideradas no planejamento estratégico, necessitando, sobretudo, estar alinhadas à essência da organização, ao seu negócio principal. Este é o raciocínio que norteia o conceito de Branding 3.0, apresentado por Fred Gelli, Diretor da Tátil Design, vídeo abaixo.

Claudia Coutinho