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domingo, 5 de setembro de 2010

Branding 3.0


Dentre as oito metas traçadas pela ONU para o milênio, destacam-se a garantia da sustentabilidade ambiental e o estabelecimento de parcerias mundiais para o desenvolvimento. Nesse contexto, é cada vez maior o número de setores que vêm se estruturando para fazer avançar as práticas de responsabilidade social. As experiências demonstram a crescente preocupação dos empresários que desejam a sustentabilidade dos seus negócios no longo prazo.

Um dos grandes motivadores é a pressão que muitas empresas vêm sofrendo do mercado externo para manterem altos padrões de respeito ao meio ambiente e aos direitos humanos, provocando, assim, transformações significativas nos procedimentos de trabalho, caracterizadas por modernização dos equipamentos, inserção tecnológica e práticas menos prejudiciais ao meio-ambiente.

Tais iniciativas são fundamentais para fomentar as exportações ao mesmo tempo em que revela para a sociedade uma gestão mais transparente sobre suas formas de atuação e de suas cadeias produtivas, possibilitando que o consumidor identifique artigos/serviços produzidos com respeito ao meio ambiente e aos direitos humanos.
Cabe destacar que, em diversos países, cresce o número de consumidores preocupados com a sustentabilidade e que optam por comprar produtos que agregam padrões sustentáveis em sua cadeia produtiva. Entretanto, políticas sustentáveis voltadas apenas para melhoraria da imagem não geram credibilidade e nem conquistam o respeito dos clientes. Pesquisas demonstram que, embora as ações de sustentabilidade sejam vistas com bons olhos pela sociedade, poucas empresas são reconhecidas como efetivamente “verdes”. Na maioria das vezes, as ações são interpretadas como meras campanhas de marketing.

A nova lógica de relacionamento com consumidores requer mudança de postura das empresas, exigindo seriedade no tratamento das questões de sustentabilidade, as quais devem ser consideradas no planejamento estratégico, necessitando, sobretudo, estar alinhadas à essência da organização, ao seu negócio principal. Este é o raciocínio que norteia o conceito de Branding 3.0, apresentado por Fred Gelli, Diretor da Tátil Design, vídeo abaixo.

Claudia Coutinho


domingo, 13 de dezembro de 2009

O Exemplo da Coral: Tudo de Cor para o Brasil



Dentro do princípio da sustentabilidade e responsabilidade social, a Coral, uma empresa do Grupo AzkoNobel, o maior fabricante de tintas do mundo, resolveu colorir o Bairro do Bexiga, em São Paulo, através do Projeto “Tudo de Cor para São Paulo”.

A empresa acredita, e eu também, que a cor tem o poder de mudar a vida das pessoas. Daí a origem do Projeto que revitalizou antigas construções do tradicional bairro de São Paulo. Mais que novas cores para as casas, a pintura trouxe novas perspectivas para os moradores, aumentando o entusiasmo e a auto-estima à medida que as cores revelavam a beleza das fachadas, antes escondidas pelo desgaste do tempo e pela aparência cinza.




O resultado foi tão positivo que outros lugares já estão sendo pintados em todo o país. Em Pernambuco, no projeto “Reviver Recife Centro” algumas ruas foram selecionadas, em conjunto com o Centro de Dirigentes de Lojistas e com a Prefeitura da cidade, para a revitalização do centro histórico de Recife. A Coral contribuiu na parte de pintura de pisos e fachadas, capacitação de pessoal e treinamento para pintores.


No mundo, alguns projetos para colorir cidades vem trazendo frutos excelentes no comportamento da sociedade, a exemplo do Projeto de Tirana, Capital da Albânia.

No Brasil, torço para que outros empresários sigam o exemplo da Coral
e dediquem um pouco de seus recursos e tempo para ajudar a transformar as comunidades nas quais estão inseridos, as mesmas que, não por acaso, motivam a existência de suas organizações.

Claudia.

domingo, 6 de dezembro de 2009

eco4planet.com: esta idéia merece ser divulgada



Um novo conceito de buscas na Internet, o eco4planet utiliza o sistema Google Pesquisas Personalizadas, mantendo, assim, o mesmo padrão de consultas.

A inovação está na proposta ecológica do site. Desde agosto de 2009, o eco4planet efetua o plantio de árvores de acordo com o número de acessos ao portal, ou seja, a cada 50 mil acessos, uma muda vai para o solo brasileiro. Na página principal, pode-se acompanhar o contador atualizado de árvores. Para saber o local e a data dos plantios é só seguir a página do Projeto no Twitter.
A inovação não pára por aí. O portal ainda economiza energia, pois seu plano de fundo predominantemente preto permite uma economia de até 20% de energia do monitor, se comparado à tela branca.




Já o adotei como meu site oficial de buscas. E você?
;D

domingo, 29 de novembro de 2009

Setor 2.5: Lucratividade com Responsabilidade Social




“Seu Cristo é hebreu.
Sua pizza é italiana.
Suas férias são internacionais.
Sua democracia é grega.
Sua língua é latina.
Seu café é brasileiro.
Seus números são árabes.
Seu carro é japonês.
Seu relógio é suiço.
Sua cerveja é alemã...
e...
Seu vizinho é o único estrangeiro?”
(Anônimo)


O poema é um apelo para que voltemos os olhos para o nosso vizinho, aquele que está ao nosso lado, ou na próxima esquina, nos viadutos, no bairro mais próximo. Na verdade, esse vizinho pode estar em qualquer ponto da rua, do bairro, da cidade, do país e até mesmo do mundo.

Desconheço a autoria do poema, que vem assinado como “Anônimo”, mas o que importa é que seu chamado parece estar sendo atendido, através de iniciativas em diversos pontos do planeta, inclusive, no Brasil.

Emociona-me as crescentes experiências de sucesso de empreendedores cujos negócios estão voltados para o desenvolvimento sócio-ambiental.

A Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios, Edição nº 250, traz uma reportagem estimulante sobre jovens empreendedores, de até 30 anos, cujos trabalhos vêm proporcionando grandes transformações, através dos chamados
Negócios Sociais
. Na introdução da matéria uma afirmação: “todos acreditam que é possível, sim, obter lucro combatendo a pobreza”.


Negócios como a Tekoha, loja virtual de artesanato produzido por 26 comunidades vulneráveis de índios do Pará e famílias do sertão baiano. Desenvolvida sob o princípio da transparência, a loja oferece infra-estrutura quanto à divisão dos preços dos produtos entre a comunidade, o transporte, os impostos e os custos administrativos. Em média, 50% da receita de venda ficam com os produtores. A loja já proporcionou exportações para a Suíça e a Polônia.

Outra experiência que merece atenção é a do Banco Pérola, instituição que empresta até R$ 1 mil para empreendedores informais de Sorocaba. O objetivo é viabilizar os projetos de pequenos empreendedores em potencial.

Um dos projetos mais interessantes é o da A Banca
, produtora cultural do Jardim Ângela, na periferia paulistana. A empresa oferece aulas gratuitas de violão e de formação de DJs. Nos encontros, através dos diálogos com os participantes, o auxílio na superação de problemas com drogas e brigas de família.
Parte desses projetos é financiada pela Artemisia, uma organização internacional que trabalha para o desenvolvimento do campo de Negócios Sociais em várias partes do mundo, principalmente no Brasil. A organização “aposta e investe no desenvolvimento de capital humano para criar ou gerenciar empreendimentos financeiramente rentáveis que trabalhem para a redução das desigualdades socioeconômicas”, conforme descreve o site da instituição.

Na esfera governamental, meus parabéns para o PROAURP – Programa de Agricultura Urbana e Periurbana da Prefeitura de São Paulo. Através do Programa, o governo municipal apóia a implantação de hortas comunitárias e escolares. No caso das comunitárias, com o apoio das subprefeituras e das lideranças locais, o PROAURP vem utilizando áreas públicas ociosas, terrenos de 500 a 5 mil m2 que estavam virando lixões. O apoio oferecido pelo governo abrange o empréstimo das ferramentas para preparo do solo, o fornecimento das sementes e o treinamento das pessoas que vão cuidar do plantio. O programa evita a degradação de terrenos ociosos em zonas urbanas, estimula a socialização, contribui para a educação ambiental, traz a produção de alimentos para perto dos moradores, complementando a alimentação de famílias da comunidade local e ainda possibilita a geração de renda, graças à venda da produção excedente.

Ainda há muito caminho a ser percorrido, mas, aos poucos, vamos aprendendo a lição. Enquanto isso, fica a reflexão: E você, já olhou para o seu vizinho hoje?



Setor 2.5 - Novo Promo from Hugo Gurgel on Vimeo

Desejo a todos uma ótima semana!
Claudia.

domingo, 2 de agosto de 2009

STOP a Destruição do Mundo



O patrimônio de uma sociedade, de uma nação é soberano e intransferível. Ele constitui um dos elos da grande corrente chamada Terra. Preservando o que é nosso estaremos assegurando o que é de todos. Não é uma questão de ideologia, de paixão ou de modismo. É uma questão de responsabilidade, compromisso e bom senso. Entretanto, para que os trabalhos nesse sentido logrem êxito, o primeiro passo é cuidar da saúde psíquico-emocional do indivíduo, cujas ações refletem diretamente na sociedade na qual está inserido.

Hoje gostaria de realizar um chamado à consciência e à ação, através do brilhante trabalho idealizado pela “Associação Stop a Destruição do Mundo”, fundada em Paris em 1992, pela psicanalista e escritora Cláudia Bernhardt de Souza Pacheco, que reuniu um grande grupo internacional de indivíduos e instituições dedicados à preservação da vida humana e da natureza. Conforme descrito no site http://www.stop.org.br/ , “a principal orientação científica e filosófica usada pela STOP é a do psicanalista, filósofo e cientista social, Norberto Keppe, criador do método da Psicanálise Integral ou Trilogia Analítica e autor de mais de 30 obras sobre a psico-sociopatologia. Seus objetivos são promover a conscientização em massa da causa psico-sociopatológica dos problemas da nossa era e fornecer mais ferramentas a quem queira trabalhar para sua solução. Não só brecar a destruição, mas melhorar a qualidade de vida dos seres humanos, da sociedade e do planeta como um todo.”

Conscientização

Imagine-se o leitor numa casa cheia de objetos jogados, muitas coisas em desordem, sujeira, peças quebradas e vazamentos, porém, na escuridão. Você não conseguirá ver bem o que existe dentro dela e poderá pensar que tudo está em ordem, sem maiores motivos de preocupação. Se a iluminarmos gradualmente, veremos, pouco a pouco, que a situação era pior do que parecia à primeira vista. Muito trabalho seria necessário até colocá-la em ordem. Assim é o nosso interior psicológico.

Outro exemplo: imaginem os senhores que estão no cinema assistindo a um filme qualquer - mas a imagem projetada está turva, sem foco. Poderemos ver figuras que se movimentam, algumas cores, mas sem nitidez; muito do filme será perdido.

Caberá a um técnico colocar lâmpadas adequadas no projetor e, gradualmente, regular o seu foco, até que a imagem passe a ser mais nítida na tela. Assim é o tratamento analítico: a consciência é a luz e o analista é o técnico.

A análise age de maneira semelhante à da lâmpada: ela tem a função de iluminar a nossa consciência, de clareá-la, para que possamos perceber melhor tudo o que nela existe. O analista é quem facilita esse processo.

Mas, se a visão for mais clara, veremos tudo com mais nitidez: tanto o que é bom, belo e verdadeiro, bem como os erros e problemas, tanto em nós, como nos outros, e na própria sociedade. Na Psicanálise Integral, o termo consciência não tem significado religioso, moral, não depende dos costumes e nem tem a conotação de conhecimento simplesmente.

Para Keppe: “Consciência é um fenômeno intermediário entre sentimento e intelecto, dependendo dos dois, para se fazer valer — do primeiro (o sentimento) como base e do segundo (o intelecto) como sua manifestação. Porém, ela constitui sempre a junção de ambos, para formar um terceiro, que já não é nem um e nem outro, mas a virtude dos dois em uma só ação tríplice, de poder e realização. A consciência constitui uma janela aberta entre o ser humano e a transcendência” (O Reino do Homem, Vo1.II, pág. 285, Norberto R. Keppe).

Segundo Keppe, a consciência é ligada à ética e o indivíduo consciente é, automaticamente, responsável, pois a percepção dos erros e do mal nos impede, também, automaticamente, para a correção dos mesmos.

Muitas pessoas têm medo da percepção de erros e problemas e tendem a “turvar” a própria consciência. Seria como colocar uma barreira na frente dos olhos, para não se enxergar o que não se quer ver. O que não gostamos de perceber, tentamos esquecer, INCONSCIENTIZAR (tirar do campo da consciência), pois cremos, invertidamente, que o não conscientizado não existe e não nos causa danos. Sentimos como se os problemas só existissem a partir do momento em que os admitimos.

Enquanto nós escondermos da consciência o que nos é desagradável, nós não vamos nos desagradar de nada.

Mas, se colocarmos uma barreira diante dos nossos olhos, também não veremos mais o que é bonito. É o que acontece com a nossa vida psíquica — acabamos por nos cegar para a beleza que existe na vida — isso porque, pela inveja, queremos deixar escurecer a luz de nossa consciência, que também nos mostra o que é falho.

A esse resultado chamamos de ALIENAÇÃO. O ser humano, por ter medo de ver os problemas que existem na sociedade e em si mesmo, acabou por se alienar totalmente, a ponto de a sociedade humana viver numa outra dimensão, que não é a verdadeira. Note que o problema não vem de um inconsciente recalcado, como sugeriu Freud, mas é o resultado da atitude de recalcar a consciência, ao que Keppe chama de INCONSCIENTIZAÇÃO (ou alienação).

Com essa descoberta, Keppe contradiz a teoria do inconsciente de Freud, que acreditava haver no psiquismo humano um depositário de impulsos sexuais de vida (Eros) e de morte e destruição (Tanatos). Keppe afirma que não existe um inconsciente, mas uma atitude de inconscientização, o que é muito diferente.

Muitos pensam: “longe dos olhos, longe do coração”, “quem não vê os problemas, não sofre”. Mas isso é um enorme engano.

Quanto melhor nossa visão, mais enxergaremos os erros que precisam ser corrigidos, e com isso tornaremos nossa vida cada vez melhor.

Um artista necessita ver muito bem — assim corrigirá todas as imperfeições de sua obra. O mesmo devemos fazer conosco e com a sociedade em que vivemos. Precisamos gostar de ver nossos problemas, assim poderemos corrigi-los e tornar nossa existência cada vez mais fácil e mais bonita. É necessário deixar a luz da consciência iluminar nosso campo de percepção, a fim de captarmos o que está doente e errado.

O grau de equilíbrio da pessoa é proporcional ao grau de consciência que ela aceita ter. O que acontece frequentemente é que o indivíduo, ao começar a ver melhor, invertidamente acredita que está ficando pior, pois está percebendo mais problemas ao seu redor e em si mesmo do que antes.

Por exemplo: o cliente que começa a se queixar de que a sua família não é tão boa e perfeita quanto imaginava — que seus filhos são preguiçosos e mal educados e a mulher fútil e alienada — certamente, através da análise começou a notar que ele próprio não era tão bom e tão produtivo quanto acreditava, e pode projetar em quem lhe é mais próximo as causas dos problemas que passou a perceber.

Sente-se mal, pois acredita que todos estão piorando, e não que está só percebendo que ele e sua família não são “tão” bons quanto pensava, e muito tem que ser melhorado. Porém, essa nova compreensão do mundo lhe é extremamente necessária para que comece a corrigir os males que, escondidos, colocam em risco a sua felicidade e a de todos.

Enquanto a pessoa não perder o pavor que tem da consciência (da luz), não conseguirá se desenvolver. Tentarei exemplificar: uma cliente, a quem chamarei de V.L., levava uma vida alienada e estagnada. Sempre trabalhara como empregada, em maus empregos: era infeliz, triste, angustiada. Ao iniciar sua Empresa Trilógica, onde todos os que trabalham são sócios proprietários e não têm patrões, automaticamente foi obrigada a usar mais sua consciência, passando rapidamente de uma posição dependente e atrasada a uma situação de lucidez e atividade. Foi somente assim que, tendo desenvolvido para melhor sua estrutura psíquica e adquirido mais consciência, pôde perceber que havia praticamente jogado fora sua vida, ficando tão alheia a tudo.

Sua reação foi negativa — chorava muito, ficou ansiosa e deprimida, pois só agora ela estava percebendo que a vida que levava era um desperdício — o que antes achava perfeitamente normal e certo, agora era razão para vergonha e arrependimento.

Note a inversão de V. L. — ela deveria ficar contente, pois agora estava tão melhor, tão mais equilibrada, que podia perceber seus enganos, o que antes não percebia.

Portanto, só haveria razão de contentamento de sua parte, e não de desespero, pois agora, sim, estava podendo realizar o que antes não podia.

O trabalho certo, com uma finalidade boa, bela e verdadeira, traz muita consciência de erros às pessoas, razão pela qual o ser humano trocou a realização pela alienação. Na língua inglesa, as palavras realização e realizar (realization; to realize) têm dois sentidos: o de entendimento total, compreensão, e o de realização, ação, sabiamente mostrando que somente quem realiza tem consciência (only those who realize, realize) e vice-versa.

"ABC da Trilogia Analitica", Claudia Pacheco

O criador nos abençoou com este maravilhoso Planeta. Que direito temos de destruí-lo e comprometer o equilíbrio e a evolução das gerações futuras? Será que nós, "criaturas civilizadas", estamos nos tornando insanos e não nos apercebemos?

Obrigada, amiga Luna, por apresentar-me ao maravilhoso trabalho da Associação.

Uma ótima semana a todos!
- Claudia Coutinho -