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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Felicidade Interna Bruta - FIB


Evoluímos tanto em tecnologia, mas, se tem uma coisa da qual tenho certeza é que, apesar das campanhas, dos "modismos filosóficos", que tanto pregam a qualidade de vida, o fato é que, cada dia, perdemos mais a nossa. Vivemos ansiosos, ocupados, preocupados, somos acometidos pela síndrome do pânico e, o que é pior, tudo isso muito cedo, crianças e adolescentes não escapam. Diariamente somos massificados, banalizados, comercializados e vamos perdendo os valores que interessam. O Butão saiu na frente ao desenvolver o índice FIB - Felicidade Interna Bruta. O conceito vai além das práticas comumente adotadas e vem sendo utilizado na esfera pública, empresarial e até pessoal.

Lideranças em diversos países têm questionado o índice do Produto Interno Bruto - PIB, uma vez que o mesmo não consegue avaliar riquezas naturais ou nível de felicidade das pessoas. O índice usado no Butão, o FIB, mostrou-se eficiente no desenvolvimento daquele país, pois mede o progresso levando em consideração as dimensões sociais, ambientais, espirituais e econômicas, conforme trata o texto de Marcos Arruda a seguir.

" Por quê nós medimos o sucesso das nações por sua produtividade -- em vez da felicidade e o bem estar de sua população?"

.Nic Marks: O Índice Planeta Feliz:



Felicidades e boa noite!
Claudia.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Valor está no Intangível, por Marcelo Bastos



Há cerca de um ano e meio atrás, a Microsoft apresentou proposta de aquisição do Yahoo. A oferta foi de 44,6 bilhões de dólares o que equivale a 31 dólares por ação, um ágio de 62% com relação ao preço de fechamento das ações do Yahoo na Nasdaq no dia 31.01.2008.

Daí vem a pergunta : Quanto vale uma empresa da nova economia? Como medir o seu valor nos tempos atuais?

Para isso precisamos entender a mudança que estamos passando atualmente na economia e na sociedade. Uma transformação que, segundo Peter Drucker, iniciou-se há, pelo menos, dois séculos com a aplicação do conhecimento ao conhecimento e trazendo a necessidade de uma gerência eficaz.

Como Drucker escreveu em seu livro Sociedade Pós-Capitalista : “A cada dois ou três séculos ocorre na história ocidental uma grande transformação. Em poucas décadas, a sociedade se reorganiza - sua visão do mundo, seus valores básicos, sua estrutura social e política, suas artes, suas instituições mais importantes. Depois de cinqüenta anos, existe um novo mundo. E as pessoas nascidas nele não conseguem imaginar o mundo em que seus avós viviam e no qual nasceram seus pais.”

O leitor desse blog pode estar perguntando : Qual é a relação dessa transformação com a introdução do texto sobre a proposta de aquisição do Yahoo pela Microsoft?

Tem tudo a ver porque essas transformações mudaram a maneira como os negócios são avaliados hoje. No século passado uma empresa era composta de 85% de capital tangível como valores financeiros e patrimônio (máquinas, mobiliário, …), e os 15% restantes da empresa era capital intangível (conhecimento). Neste século, esses percentuais inverteram-se, passando a empresa ser composta de 85% de capital intangível. Isso explica o porque da Microsoft fazer uma proposta de aquisição com valor de 62% acima do valor de mercado do Yahoo. Proposta essa que não foi aceita pelo conselho de diretores do Yahoo que considerou baixa a proposta.

Diante dessa mudança, onde os ativos intangíveis passaram a ser preponderantes sobre os ativos tangíveis, a dificuldade está em estabelecer qual o valor real de uma empresa. O instrumento atualmente utilizado para medir o valor das empresas é a contabilidade que tem como função prover os usuários com informações sobre aspectos de natureza econômica, financeira e física do patrimônio da empresa, segundo o Conselho Federal de Contabilidade.

Notem que o foco está em patrimônio, onde podemos supor que a contabilidade atual consegue definir o valor de uma empresa do século passado, mas não está adaptada para medir o valor de uma empresa do século XXI. Realidade essa referendada pelo mercado acionário que, há muito tempo, sinaliza que os registros e balanços contábeis não decidem mais o valor das companhias. O humor do mercado de ações varia muito mais em função das novidades intangíveis do que evolução dos indicadores financeiros.

Tomemos como exemplo uma empresa de consultoria. Como poderemos avaliar o valor de uma empresa de consultoria? Pelos móveis e computadores existentes ou pelo conhecimento e experiência dos consultores da empresa?

E no caso do Yahoo? O que a Microsoft comprará? Mesas, cadeiras, computadores, prédios? Claro que não. Ela está comprando a capacidade de inovação do Yahoo e uma estrutura de serviços para fazer frente ao seu principal concorrente que é o Google, além de entrar de vez no mercado de Internet.

A pergunta é : Caso a proposta de aquisição seja feita, O que faria a Microsoft se os colaboradores do Yahoo resolverem pedir demissão ou receberem uma proposta de maiores benefícios por parte do Google?

O que podemos notar é que o capital intelectual(intangível) tem um peso muito maior no século XXI do que no século passado. A dificuldade estará em estabelecer padrões que possam medir a importância desse capital para o desempenho e geração de lucros pelas empresas.

Como disse Peter Drucker : “A revolução da informação representa um nítida transferência de poder de quem detém o capital para quem detém o conhecimento.”

O desafio está lançado. A pergunta é: Nossos gestores estão preparados para administrar esse capital e transformá-los em resultados?

Fonte:




Bem-vindos. O futuro é agora!
Claudia.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Futuro do Trabalho

Esqueça os escritórios, os salários fixos e a aposentadoria. Em 2020, você trabalhará em casa, seu chefe terá menos de 30 anos e será uma mulher.


Admita: você também não gosta de trabalhar. Passar o dia inteiro sob luzes fluorescentes, tomando café ruim, sentado em uma cadeira desconfortável e usando um computador velho certamente não faz parte do sonho de infância de ninguém. Admita. E não se sinta culpado. Nossos ancestrais - que nem conheciam as torturas de um escritório - também não eram muito chegados a essa história de trabalho.

Para gregos e romanos, colocar a mão na massa era considerada tarefa das classes inferiores e escravos. Domenico de Masi, professor de Sociologia do Trabalho na Universidade La Sapienza de Roma e autor do livro O Ócio Criativo, que defende uma abordagem mais lúdica do trabalho, apontou um ponto de convergência em todas as religiões: em nenhuma delas se trabalha no Paraíso. "Tenha o Paraíso sido criado por Deus, tenha sido inventado pelos homens, se o trabalho fosse um valor positivo, no Paraíso se trabalharia", afirma. Ou seja, alguma coisa está errada, e não é de hoje.

Felizmente, nunca houve tantas ferramentas disponíveis para mudar o modo como trabalhamos e, consequentemente, como vivemos. E as transformações estão acontecendo. A crise despedaçou companhias gigantes tidas até então como modelos de administração. Em vez de grandes conglo-merados, o futuro será povoado de empresas menores reunidas em torno de projetos em comum. Os próximos anos também vão consolidar mudanças que vêm acontecendo há algum tempo: a bus-ca pela qualidade de vida, a preocupação com o meio ambiente, e a vontade de nos realizarmos como pessoas também em nossos trabalhos. "Falamos tanto em desperdício de recursos naturais e energia, mas e quanto ao desperdício de talentos?", diz o filósofo e ensaísta suíço Alain de Botton em seu novo livro The Pleasures and Sorrows of Works (Os prazeres e as dores do trabalho).


Para começar, esqueça essa história de emprego. Em dez anos, emprego será uma palavra cami-nhando para o desuso. O mundo estará mais veloz, interligado e com organizações diferentes das nossas. Novas tecnologias vão ampliar ainda mais a possibilidade de trabalhar ao redor do globo, em qualquer horário. Hierarquias flexíveis irão surgir para acompanhar o poder descentralizado das redes de produção. Será a era do trabalho freelance, colaborativo e, de certa forma, inseguro. Também será o tempo de mais conforto, cuidado com a natureza e criatividade.

A globalização e os avanços tecnológicos (alguns deles já estão disponíveis hoje) vão tornar tudo isso possível. E uma nova geração que vai chegar ao comando das empresas, com uma presença feminina cada vez maior, vai colocar em xeque antigos dogmas. Para que as empresas vão pedir nossa presença física durante oito horas por dia se podem nos contatar por videoconferência a qual-quer instante? Para que trabalhar com clientes ou fornecedores apenas do seu país se você pode negociar sem dificuldades com o mundo inteiro? Imagine as possibilidades e verá que o mercado de trabalho vai ser bem diferente em 2020. O emprego vai acabar. Vamos ter que nos adaptar. Mas o que vai surgir no lugar dele é mais racional, moderno e, se tudo der certo, mais prazeroso.

Fonte: Revista Galileu - julho/2008

O texto desperta o repensar sobre as metodologias e relacionamentos atuais. Não tenho dúvidas que o caminho será esse. Por resistência, muitas organizações perecerão, outras continuarão a existir, mas com um perfil totalmente diferente do que conhecemos hoje. Conseguir vantagens competitivas numa sociedade digital exige métodos, procedimentos e, principalmente, postura totalmente diferentes dos atualmente vigentes.



O tema me lembrou a Goldcorp, empresa canadense de mineração de ouro, cujo case foi tratado na obra "Wikinomics - Como a colaboração em massa pode mudar o seu negócio", de autoria de Don Tapscott e Anthony D. Williams, Ed. Nova Fronteira.
Com o esgotamento das reservas mineradoras, a organização quase chegou à falência. Na década de 90, Rob McEwen assumiu o cargo de CEO da empresa. Não bastasse os enormes problemas, o mesmo não era necessariamente um dos maiores conhecedores do ramo. Mas, por ironia, talvez essa tenha sido exatamente a característica que mudou os rumos dos negócios. À época, ele assistiu a uma palestra no Massachusetts Institute of Technology (MIT) sobre como o Linux surgiu, é mantido e atualizado. Na indústria da mineração, informações geológicas são os segredos mais importantes, estratégicos e bem guardados de uma companhia. Entretanto, McEwen ousou quebrar as regras e colocou todos os dados da companhia disponíveis no site da Goldcorp, e lançou um desafio para quem achasse os melhores métodos e as melhores reservas de ouro nas minas da empresa, oferecendo uma recompensa de US$ 575.000.
Em algumas semanas, uma quantidade imensa de idéias foi submetida, vinda de estudantes, consultores, matemáticos e militares. Profissionais das mais variadas especializações, utilizando recursos e ferramentas ainda não testados pela renomada equipe de geólogos da organização. Os ganhadores identificaram 110 possibilidades, 50% a mais do que os especialistas da própria companhia, alcançando a incrível quantia de 8 milhões de onças de ouro encontradas. A empresa passou de um valor de mercado de US$ 100 milhões para US$ 9 bilhões e estabeleceu uma das instalações mais inovadoras e lucrativas dessa indústria, ainda conservadora.




A grande lição que precisamos aprender é que "a empresa deve olhar para fora da sua organização para desenvolver novas idéias e definir sua direção estratégica."
Ou seja, tal qual a campanha da Apple há alguns anos: "Think Different!". É exatamente isso, precisamos pensar diferente.

Um grande abraço,
Claudia.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Freakonomics


Durante a época da faculdade, nunca me conformei com alguns procedimentos. Por exemplo, pagar as disciplinas de Cálculo na Cadeira de Engenharia. Resolvíamos imensos problemas através das fantásticas derivadas e integrais, entretanto, economicamente falando, não ligávamos nada a coisa nenhuma. Mais, tarde, num lampejo de lucidez, os autores começaram a desenvolver livros de cálculo aplicado à economia e à administração. As coisas começavam a fazer sentido. Hoje, felizmente, os autores estão indo além. Estudam e interpretam a economia com profunda humanidade, buscando no comportamento e na psicologia as respostas para os fatos, afinal, Economia é uma Ciência Humana. Sua interpretação requer recursos que vão além das aplicações técnicas e ferramentas matemáticas. Essa é a proposta de Freakonomics, um livro de leitura deliciosa e questionamentos revigorantes. É isso mesmo, um livro delicioso de economia! Dá para acreditar? Só conferindo para ver. Abraços de uma economista feliz com os novos pensamentos.
- Claudia Coutinho -