quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Lado Colorido do Monocromático... e Vice-Versa



Monocromático
Não se iluda com minha
aparente ausência de cor.
Tal como uma folha em branco
aguardando ser povoada,
ela existe para dar asas à sua imaginação.
Meus tons são de aquarela,
meus temas são inúmeros,
meu horizonte é o infinito.


- Claudia Coutinho -




Apenas porque a beleza do monocromático está nas cores,
ou será o contrário?...



;D

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Altos e Baixos, por Lula Queiroga

 



"... topo tudo pra chegar no primeiro lugar, que eu nem sei onde é, mas deve ser melhor do que aqui..."
Grande Lula Queiroga!!! A letra da música "Altos e Baixos" é perfeita. Nesta sociedade onde tudo e todos são descartáveis, tema mais contemporâneo impossível.


"Eu tô botando dúvida
Eu tô botando defeito
Eu tô prestando pra nada
Tô ficando obsoleto de mim
Ficando absolutamente não afim

Eu tô na crista da onda
Eu tô fazendo sucesso
Tô no topo do cristo
Sou o motor do progresso
Topo tudo pra chegar no primeiro lugar
Que eu nem sei onde é, mas deve
Ser melhor do que aqui

Eu fico frio de medo
Eu fico cheio de dedo
Eu tô prestando pra nada
Tô querendo me livrar de mim
Eu fico transparentemente não afim

Eu sou o herói do momento
Eu sou a capa da veja
Eu sou o tampa de crush
Sou a loura da cerveja Schin
Eu sou a nova coqueluche do inverno
Pobre feliz de mim

Eu fui tirado do time
Tô em regime de fome
Eu tô prestando pra nada
Tô perdendo a validade de mim
Eu fico aparentemente não afim

Eu tô nadando em dólares
Eu fiz o gol da vitória
Eu sou o centro da história
Eu sou o aço da Votorantim
Eu sou Jesus tirando férias no inferno
Pobre feliz de mim."


http://www.lulaqueiroga.com.br/

;D
Claudia.

domingo, 9 de agosto de 2009

...



"As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho."
(Mário Quintana)

Uma nova semana se inicia.
Se tiver vontade…
Cante,
Dance,
Pule,
Chore,
Coma chocolate,
Visite um amigo,
Ouça música,
Escreva uma carta,
Vá ao cinema,
Aposte num novo começo,
Saboreie um vinho,
Tome banho de chuva,
Pense diferente,
Ouse,
Seja você,
Seja feliz!!!

Afinal, cada um sabe a sua estrada para o céu!

Feche os olhos e sinta a música... as imagens estão em você...



Tenha uma ótima semana!
Claudia.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Dança de Irina Akimova: Hoola Hoops


A dança é o universo harmônico entre ritmos, pessoas, corpos, instrumentos, música e cultura.
Através dos movimentos, o estímulo à...
Liberdade de expressão...
Auto-estima...
Consciência dos próprios potenciais...
Respeito ao próprio corpo...
Superação de limites...
Delicadeza de gestos...
Leveza...
Sensualidade e...
Flexibilidade.

Irina Akimova está aí para comprovar...

A todos uma ótima noite!
Claudia.

domingo, 2 de agosto de 2009

STOP a Destruição do Mundo



O patrimônio de uma sociedade, de uma nação é soberano e intransferível. Ele constitui um dos elos da grande corrente chamada Terra. Preservando o que é nosso estaremos assegurando o que é de todos. Não é uma questão de ideologia, de paixão ou de modismo. É uma questão de responsabilidade, compromisso e bom senso. Entretanto, para que os trabalhos nesse sentido logrem êxito, o primeiro passo é cuidar da saúde psíquico-emocional do indivíduo, cujas ações refletem diretamente na sociedade na qual está inserido.

Hoje gostaria de realizar um chamado à consciência e à ação, através do brilhante trabalho idealizado pela “Associação Stop a Destruição do Mundo”, fundada em Paris em 1992, pela psicanalista e escritora Cláudia Bernhardt de Souza Pacheco, que reuniu um grande grupo internacional de indivíduos e instituições dedicados à preservação da vida humana e da natureza. Conforme descrito no site http://www.stop.org.br/ , “a principal orientação científica e filosófica usada pela STOP é a do psicanalista, filósofo e cientista social, Norberto Keppe, criador do método da Psicanálise Integral ou Trilogia Analítica e autor de mais de 30 obras sobre a psico-sociopatologia. Seus objetivos são promover a conscientização em massa da causa psico-sociopatológica dos problemas da nossa era e fornecer mais ferramentas a quem queira trabalhar para sua solução. Não só brecar a destruição, mas melhorar a qualidade de vida dos seres humanos, da sociedade e do planeta como um todo.”

Conscientização

Imagine-se o leitor numa casa cheia de objetos jogados, muitas coisas em desordem, sujeira, peças quebradas e vazamentos, porém, na escuridão. Você não conseguirá ver bem o que existe dentro dela e poderá pensar que tudo está em ordem, sem maiores motivos de preocupação. Se a iluminarmos gradualmente, veremos, pouco a pouco, que a situação era pior do que parecia à primeira vista. Muito trabalho seria necessário até colocá-la em ordem. Assim é o nosso interior psicológico.

Outro exemplo: imaginem os senhores que estão no cinema assistindo a um filme qualquer - mas a imagem projetada está turva, sem foco. Poderemos ver figuras que se movimentam, algumas cores, mas sem nitidez; muito do filme será perdido.

Caberá a um técnico colocar lâmpadas adequadas no projetor e, gradualmente, regular o seu foco, até que a imagem passe a ser mais nítida na tela. Assim é o tratamento analítico: a consciência é a luz e o analista é o técnico.

A análise age de maneira semelhante à da lâmpada: ela tem a função de iluminar a nossa consciência, de clareá-la, para que possamos perceber melhor tudo o que nela existe. O analista é quem facilita esse processo.

Mas, se a visão for mais clara, veremos tudo com mais nitidez: tanto o que é bom, belo e verdadeiro, bem como os erros e problemas, tanto em nós, como nos outros, e na própria sociedade. Na Psicanálise Integral, o termo consciência não tem significado religioso, moral, não depende dos costumes e nem tem a conotação de conhecimento simplesmente.

Para Keppe: “Consciência é um fenômeno intermediário entre sentimento e intelecto, dependendo dos dois, para se fazer valer — do primeiro (o sentimento) como base e do segundo (o intelecto) como sua manifestação. Porém, ela constitui sempre a junção de ambos, para formar um terceiro, que já não é nem um e nem outro, mas a virtude dos dois em uma só ação tríplice, de poder e realização. A consciência constitui uma janela aberta entre o ser humano e a transcendência” (O Reino do Homem, Vo1.II, pág. 285, Norberto R. Keppe).

Segundo Keppe, a consciência é ligada à ética e o indivíduo consciente é, automaticamente, responsável, pois a percepção dos erros e do mal nos impede, também, automaticamente, para a correção dos mesmos.

Muitas pessoas têm medo da percepção de erros e problemas e tendem a “turvar” a própria consciência. Seria como colocar uma barreira na frente dos olhos, para não se enxergar o que não se quer ver. O que não gostamos de perceber, tentamos esquecer, INCONSCIENTIZAR (tirar do campo da consciência), pois cremos, invertidamente, que o não conscientizado não existe e não nos causa danos. Sentimos como se os problemas só existissem a partir do momento em que os admitimos.

Enquanto nós escondermos da consciência o que nos é desagradável, nós não vamos nos desagradar de nada.

Mas, se colocarmos uma barreira diante dos nossos olhos, também não veremos mais o que é bonito. É o que acontece com a nossa vida psíquica — acabamos por nos cegar para a beleza que existe na vida — isso porque, pela inveja, queremos deixar escurecer a luz de nossa consciência, que também nos mostra o que é falho.

A esse resultado chamamos de ALIENAÇÃO. O ser humano, por ter medo de ver os problemas que existem na sociedade e em si mesmo, acabou por se alienar totalmente, a ponto de a sociedade humana viver numa outra dimensão, que não é a verdadeira. Note que o problema não vem de um inconsciente recalcado, como sugeriu Freud, mas é o resultado da atitude de recalcar a consciência, ao que Keppe chama de INCONSCIENTIZAÇÃO (ou alienação).

Com essa descoberta, Keppe contradiz a teoria do inconsciente de Freud, que acreditava haver no psiquismo humano um depositário de impulsos sexuais de vida (Eros) e de morte e destruição (Tanatos). Keppe afirma que não existe um inconsciente, mas uma atitude de inconscientização, o que é muito diferente.

Muitos pensam: “longe dos olhos, longe do coração”, “quem não vê os problemas, não sofre”. Mas isso é um enorme engano.

Quanto melhor nossa visão, mais enxergaremos os erros que precisam ser corrigidos, e com isso tornaremos nossa vida cada vez melhor.

Um artista necessita ver muito bem — assim corrigirá todas as imperfeições de sua obra. O mesmo devemos fazer conosco e com a sociedade em que vivemos. Precisamos gostar de ver nossos problemas, assim poderemos corrigi-los e tornar nossa existência cada vez mais fácil e mais bonita. É necessário deixar a luz da consciência iluminar nosso campo de percepção, a fim de captarmos o que está doente e errado.

O grau de equilíbrio da pessoa é proporcional ao grau de consciência que ela aceita ter. O que acontece frequentemente é que o indivíduo, ao começar a ver melhor, invertidamente acredita que está ficando pior, pois está percebendo mais problemas ao seu redor e em si mesmo do que antes.

Por exemplo: o cliente que começa a se queixar de que a sua família não é tão boa e perfeita quanto imaginava — que seus filhos são preguiçosos e mal educados e a mulher fútil e alienada — certamente, através da análise começou a notar que ele próprio não era tão bom e tão produtivo quanto acreditava, e pode projetar em quem lhe é mais próximo as causas dos problemas que passou a perceber.

Sente-se mal, pois acredita que todos estão piorando, e não que está só percebendo que ele e sua família não são “tão” bons quanto pensava, e muito tem que ser melhorado. Porém, essa nova compreensão do mundo lhe é extremamente necessária para que comece a corrigir os males que, escondidos, colocam em risco a sua felicidade e a de todos.

Enquanto a pessoa não perder o pavor que tem da consciência (da luz), não conseguirá se desenvolver. Tentarei exemplificar: uma cliente, a quem chamarei de V.L., levava uma vida alienada e estagnada. Sempre trabalhara como empregada, em maus empregos: era infeliz, triste, angustiada. Ao iniciar sua Empresa Trilógica, onde todos os que trabalham são sócios proprietários e não têm patrões, automaticamente foi obrigada a usar mais sua consciência, passando rapidamente de uma posição dependente e atrasada a uma situação de lucidez e atividade. Foi somente assim que, tendo desenvolvido para melhor sua estrutura psíquica e adquirido mais consciência, pôde perceber que havia praticamente jogado fora sua vida, ficando tão alheia a tudo.

Sua reação foi negativa — chorava muito, ficou ansiosa e deprimida, pois só agora ela estava percebendo que a vida que levava era um desperdício — o que antes achava perfeitamente normal e certo, agora era razão para vergonha e arrependimento.

Note a inversão de V. L. — ela deveria ficar contente, pois agora estava tão melhor, tão mais equilibrada, que podia perceber seus enganos, o que antes não percebia.

Portanto, só haveria razão de contentamento de sua parte, e não de desespero, pois agora, sim, estava podendo realizar o que antes não podia.

O trabalho certo, com uma finalidade boa, bela e verdadeira, traz muita consciência de erros às pessoas, razão pela qual o ser humano trocou a realização pela alienação. Na língua inglesa, as palavras realização e realizar (realization; to realize) têm dois sentidos: o de entendimento total, compreensão, e o de realização, ação, sabiamente mostrando que somente quem realiza tem consciência (only those who realize, realize) e vice-versa.

"ABC da Trilogia Analitica", Claudia Pacheco

O criador nos abençoou com este maravilhoso Planeta. Que direito temos de destruí-lo e comprometer o equilíbrio e a evolução das gerações futuras? Será que nós, "criaturas civilizadas", estamos nos tornando insanos e não nos apercebemos?

Obrigada, amiga Luna, por apresentar-me ao maravilhoso trabalho da Associação.

Uma ótima semana a todos!
- Claudia Coutinho -