domingo, 2 de agosto de 2009

STOP a Destruição do Mundo



O patrimônio de uma sociedade, de uma nação é soberano e intransferível. Ele constitui um dos elos da grande corrente chamada Terra. Preservando o que é nosso estaremos assegurando o que é de todos. Não é uma questão de ideologia, de paixão ou de modismo. É uma questão de responsabilidade, compromisso e bom senso. Entretanto, para que os trabalhos nesse sentido logrem êxito, o primeiro passo é cuidar da saúde psíquico-emocional do indivíduo, cujas ações refletem diretamente na sociedade na qual está inserido.

Hoje gostaria de realizar um chamado à consciência e à ação, através do brilhante trabalho idealizado pela “Associação Stop a Destruição do Mundo”, fundada em Paris em 1992, pela psicanalista e escritora Cláudia Bernhardt de Souza Pacheco, que reuniu um grande grupo internacional de indivíduos e instituições dedicados à preservação da vida humana e da natureza. Conforme descrito no site http://www.stop.org.br/ , “a principal orientação científica e filosófica usada pela STOP é a do psicanalista, filósofo e cientista social, Norberto Keppe, criador do método da Psicanálise Integral ou Trilogia Analítica e autor de mais de 30 obras sobre a psico-sociopatologia. Seus objetivos são promover a conscientização em massa da causa psico-sociopatológica dos problemas da nossa era e fornecer mais ferramentas a quem queira trabalhar para sua solução. Não só brecar a destruição, mas melhorar a qualidade de vida dos seres humanos, da sociedade e do planeta como um todo.”

Conscientização

Imagine-se o leitor numa casa cheia de objetos jogados, muitas coisas em desordem, sujeira, peças quebradas e vazamentos, porém, na escuridão. Você não conseguirá ver bem o que existe dentro dela e poderá pensar que tudo está em ordem, sem maiores motivos de preocupação. Se a iluminarmos gradualmente, veremos, pouco a pouco, que a situação era pior do que parecia à primeira vista. Muito trabalho seria necessário até colocá-la em ordem. Assim é o nosso interior psicológico.

Outro exemplo: imaginem os senhores que estão no cinema assistindo a um filme qualquer - mas a imagem projetada está turva, sem foco. Poderemos ver figuras que se movimentam, algumas cores, mas sem nitidez; muito do filme será perdido.

Caberá a um técnico colocar lâmpadas adequadas no projetor e, gradualmente, regular o seu foco, até que a imagem passe a ser mais nítida na tela. Assim é o tratamento analítico: a consciência é a luz e o analista é o técnico.

A análise age de maneira semelhante à da lâmpada: ela tem a função de iluminar a nossa consciência, de clareá-la, para que possamos perceber melhor tudo o que nela existe. O analista é quem facilita esse processo.

Mas, se a visão for mais clara, veremos tudo com mais nitidez: tanto o que é bom, belo e verdadeiro, bem como os erros e problemas, tanto em nós, como nos outros, e na própria sociedade. Na Psicanálise Integral, o termo consciência não tem significado religioso, moral, não depende dos costumes e nem tem a conotação de conhecimento simplesmente.

Para Keppe: “Consciência é um fenômeno intermediário entre sentimento e intelecto, dependendo dos dois, para se fazer valer — do primeiro (o sentimento) como base e do segundo (o intelecto) como sua manifestação. Porém, ela constitui sempre a junção de ambos, para formar um terceiro, que já não é nem um e nem outro, mas a virtude dos dois em uma só ação tríplice, de poder e realização. A consciência constitui uma janela aberta entre o ser humano e a transcendência” (O Reino do Homem, Vo1.II, pág. 285, Norberto R. Keppe).

Segundo Keppe, a consciência é ligada à ética e o indivíduo consciente é, automaticamente, responsável, pois a percepção dos erros e do mal nos impede, também, automaticamente, para a correção dos mesmos.

Muitas pessoas têm medo da percepção de erros e problemas e tendem a “turvar” a própria consciência. Seria como colocar uma barreira na frente dos olhos, para não se enxergar o que não se quer ver. O que não gostamos de perceber, tentamos esquecer, INCONSCIENTIZAR (tirar do campo da consciência), pois cremos, invertidamente, que o não conscientizado não existe e não nos causa danos. Sentimos como se os problemas só existissem a partir do momento em que os admitimos.

Enquanto nós escondermos da consciência o que nos é desagradável, nós não vamos nos desagradar de nada.

Mas, se colocarmos uma barreira diante dos nossos olhos, também não veremos mais o que é bonito. É o que acontece com a nossa vida psíquica — acabamos por nos cegar para a beleza que existe na vida — isso porque, pela inveja, queremos deixar escurecer a luz de nossa consciência, que também nos mostra o que é falho.

A esse resultado chamamos de ALIENAÇÃO. O ser humano, por ter medo de ver os problemas que existem na sociedade e em si mesmo, acabou por se alienar totalmente, a ponto de a sociedade humana viver numa outra dimensão, que não é a verdadeira. Note que o problema não vem de um inconsciente recalcado, como sugeriu Freud, mas é o resultado da atitude de recalcar a consciência, ao que Keppe chama de INCONSCIENTIZAÇÃO (ou alienação).

Com essa descoberta, Keppe contradiz a teoria do inconsciente de Freud, que acreditava haver no psiquismo humano um depositário de impulsos sexuais de vida (Eros) e de morte e destruição (Tanatos). Keppe afirma que não existe um inconsciente, mas uma atitude de inconscientização, o que é muito diferente.

Muitos pensam: “longe dos olhos, longe do coração”, “quem não vê os problemas, não sofre”. Mas isso é um enorme engano.

Quanto melhor nossa visão, mais enxergaremos os erros que precisam ser corrigidos, e com isso tornaremos nossa vida cada vez melhor.

Um artista necessita ver muito bem — assim corrigirá todas as imperfeições de sua obra. O mesmo devemos fazer conosco e com a sociedade em que vivemos. Precisamos gostar de ver nossos problemas, assim poderemos corrigi-los e tornar nossa existência cada vez mais fácil e mais bonita. É necessário deixar a luz da consciência iluminar nosso campo de percepção, a fim de captarmos o que está doente e errado.

O grau de equilíbrio da pessoa é proporcional ao grau de consciência que ela aceita ter. O que acontece frequentemente é que o indivíduo, ao começar a ver melhor, invertidamente acredita que está ficando pior, pois está percebendo mais problemas ao seu redor e em si mesmo do que antes.

Por exemplo: o cliente que começa a se queixar de que a sua família não é tão boa e perfeita quanto imaginava — que seus filhos são preguiçosos e mal educados e a mulher fútil e alienada — certamente, através da análise começou a notar que ele próprio não era tão bom e tão produtivo quanto acreditava, e pode projetar em quem lhe é mais próximo as causas dos problemas que passou a perceber.

Sente-se mal, pois acredita que todos estão piorando, e não que está só percebendo que ele e sua família não são “tão” bons quanto pensava, e muito tem que ser melhorado. Porém, essa nova compreensão do mundo lhe é extremamente necessária para que comece a corrigir os males que, escondidos, colocam em risco a sua felicidade e a de todos.

Enquanto a pessoa não perder o pavor que tem da consciência (da luz), não conseguirá se desenvolver. Tentarei exemplificar: uma cliente, a quem chamarei de V.L., levava uma vida alienada e estagnada. Sempre trabalhara como empregada, em maus empregos: era infeliz, triste, angustiada. Ao iniciar sua Empresa Trilógica, onde todos os que trabalham são sócios proprietários e não têm patrões, automaticamente foi obrigada a usar mais sua consciência, passando rapidamente de uma posição dependente e atrasada a uma situação de lucidez e atividade. Foi somente assim que, tendo desenvolvido para melhor sua estrutura psíquica e adquirido mais consciência, pôde perceber que havia praticamente jogado fora sua vida, ficando tão alheia a tudo.

Sua reação foi negativa — chorava muito, ficou ansiosa e deprimida, pois só agora ela estava percebendo que a vida que levava era um desperdício — o que antes achava perfeitamente normal e certo, agora era razão para vergonha e arrependimento.

Note a inversão de V. L. — ela deveria ficar contente, pois agora estava tão melhor, tão mais equilibrada, que podia perceber seus enganos, o que antes não percebia.

Portanto, só haveria razão de contentamento de sua parte, e não de desespero, pois agora, sim, estava podendo realizar o que antes não podia.

O trabalho certo, com uma finalidade boa, bela e verdadeira, traz muita consciência de erros às pessoas, razão pela qual o ser humano trocou a realização pela alienação. Na língua inglesa, as palavras realização e realizar (realization; to realize) têm dois sentidos: o de entendimento total, compreensão, e o de realização, ação, sabiamente mostrando que somente quem realiza tem consciência (only those who realize, realize) e vice-versa.

"ABC da Trilogia Analitica", Claudia Pacheco

O criador nos abençoou com este maravilhoso Planeta. Que direito temos de destruí-lo e comprometer o equilíbrio e a evolução das gerações futuras? Será que nós, "criaturas civilizadas", estamos nos tornando insanos e não nos apercebemos?

Obrigada, amiga Luna, por apresentar-me ao maravilhoso trabalho da Associação.

Uma ótima semana a todos!
- Claudia Coutinho -

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Morrer em Vida é Fatal, por Martha Medeiros

Nunca esqueci de uma senhora que, ao responder por quanto tempo pretendia trabalhar, respondeu com toda a convicção: “Até os 100 anos”.

O repórter, provocador, insistiu: “E depois?”.

“Ué, depois vou aproveitar a vida”.
É de se comemorar que as pessoas aparentem ter menos idade do que realmente têm e que mantenham a vitalidade e o bom humor intactos – os dois grandes elixires da juventude. No entanto, cedo ou tarde (cada vez mais tarde, aleluia), envelheceremos todos. Não escondo que isso me amedronta um pouco. Ainda não cheguei perto da terceira idade, mas chegarei, e às vezes me angustio por antecipação com a dor inevitável de um dia ter que contrapor meu eu de dentro com meu eu de fora. Rugas, tudo bem.

Velhice não é isso, conheço gente enrugada que está saindo da faculdade. A velhice tem armadilhas bem mais elaboradas do que vincos em torno dos olhos. Ela pressupõe uma desaceleração gradativa: descer escadas de forma mais cautelosa, ser traída pela memória com mais regularidade, ter o corpo mais flácido, menos frescor nos gestos, os órgãos internos não respondendo com tanta presteza, o fôlego faltando por causa de uma ladeira à toa, ainda que isso nem sempre se cumpra: há muitos homens e mulheres que além de um ótimo aspecto, mantêm uma saúde de pugilista. A comparação com os pugilistas não é de todo absurda: é de briga mesmo que estamos falando. A briga contra o olhar do outro.

Muitos se queixam da pior das invisibilidades:“Não me olham mais com desejo”. Ouvi uma mulher belíssima dizer isso num programa de tevê, e eu pensei: não pode ser por causa da embalagem, que é tão charmosa. Deve estar lhe faltando ousadia, agilidade de pensamento, a mesma gana de viver que tinha aos 30 ou 40. Ela deve estar se boicotando de alguma forma, porque só cuidar da embalagem não adianta, o produto interno é que precisa seguir na validade.

Quem viu o filme “Fatal” deve lembrar do professor sessentão, vivido por Ben Kingsley, que se apaixona por uma linda e jovem aluna (Penélope Cruz) e passa a ter com ela um envolvimento que lhe serve como tubo de oxigênio e ao mesmo tempo o faz confrontar-se com a própria finitude. No livro que deu origem ao filme (O Animal Agonizante, de Philip Roth), há uma frase que resume essa comovente ansiedade de vida: “Nada se aquieta, por mais que a gente envelheça”. Essa é a ardileza da passagem do tempo: ela não te sossega por dentro da mesma forma que te desgasta por fora. O corpo decai com mais ligeireza que o espírito, que, ao contrário, costuma rejuvenescer quando a maturidade se estabelece.

Como compensar as perdas inevitáveis que a idade traz? Usando a cabeça: em vez de lutarmos para não envelhecer, devemos lutar para não emburrecer. Seguir trabalhando, viajando, lendo, se relacionando, se interessando e se renovando. Porque se emburrecermos, aí sim, não restará mais nada.

Publicado no jornal ZERO HORA em 03/05/2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

A Importância das Cores na nossa Vida



Toda a vida sobre a terra depende do sol e da luz. Sem luz não haveria vida. Todos os ciclos vitais, tais como o sono e a atividade dependem do ciclo da luz. Toda a bioquímica do corpo depende da luz, já que está provado que todas as nossas células são luminosas e reagem à luz. As cores, que são as filhas da luz, têm uma influência fundamental sobre a nossa energia vital e o nosso bem estar e, sem dúvida, elas podem também curar.

As vibrações da luz são de extrema importância a nível mental e físico. Elas são responsáveis para o nosso bem estar físico e para o nosso equilíbrio mental.

No momento em que a vibração de uma ou mais cores vai de encontro às células corporais acontece uma ressonância, que é de suma importância, e é por intermédio deste eco que podemos influenciar positivamente a nossa saúde. Toda vibração colorida que é projetado em nosso corpo acarreta reações muito profundas.

O nosso campo de energia, ou aura, é como um manto que se modifica constantemente conforme os nossos pensamentos e emoções e/ou o nosso estado físico. Quando estamos com saúde, felizes e contentes, o nosso campo energético apresenta cores suaves bonitas e luminosas. Quando temos emoções negativas como raiva, medo e depressões, as cores da aura mudam para tonalidades escuras e opacas. A fotografia Kirlian, que fotografa a energia que nos envolve, demonstra isto muito claramente.

Em resumo: as cores são de vital importância na nossa vida. Qualquer forma de vida depende da existência da luz e da energia das cores. A luz e as cores são transmissores de informações energéticas. Depende de nós restabelecer um organismo ou mente em desequilíbrio, através das vibrações das cores. Isto pode ser feito pela aplicação das cores, pela visualização das cores, pela meditação com cores e também pelos alimentos que ingerimos.

Um cientista alemão, Lichtenstein, provou que o nosso sistema digestivo reage também às cores. A experiência feita foi a seguinte: Ele, Lichtenstein, se alimentou durante uma semana somente com produtos brancos, como farinha branca, clara de ovos, queijo branco, etc. Ao fim desta semana apareceram cólicas e catarro intestinal que, após três dias com alimentação multicolorida desapareceu. Isto mostra que a carência de cores leva a uma lenta insuficiência das funções normais do nosso organismo e por isso é de grande importância que também a nossa alimentação seja a mais colorida possível para proporcionar saúde e bem-estar.

Na alimentação, a cor é de suma importância. Quanto mais colorido é o prato de comida à nossa frente, mais o nosso organismo agradece. Se sempre ingeríssemos alimentos de uma só cor, ficaríamos doentes, como já foi provado. O nosso organismo precisa de cores para estar em harmonia e equilibrado. Ele absorve junto com os nutrientes também as cores dos mesmos, como o vermelho do tomate, o laranja das cenouras e das laranjas, o amarelo da gema de ovo e das frutas amarelas, o verde das saladas e verduras e o azul ao violeta das jabuticabas, ameixas roxas, berinjelas, etc. Portanto, a nossa alimentação deve conter sempre o máximo de cores variadas. Uma boa dica é comer diariamente uma salada multicolorida e frutas de várias cores. A cor laranja, por exemplo, abre o apetite e, conseqüentemente, se servirmos a uma criança difícil de comer a comida num prato da cor laranja, ela com certeza aceitará melhor a comida.

Também a água energizada com cores age sobre o nosso organismo. Se colocarmos, por exemplo, uma garrafa ou vidro azul com água pura de fonte no sol por 12 horas, esta água, tomada em pequenas doses, pode abaixar a pressão sangüínea, acalmar dores e acalmar o estado de espírito em geral, já que o azul é uma cor fria e calmante.

No vestuário a cor também influi muitíssimo, tanto a nível físico como psíquico. Pessoas que acordam de manhã mal humoradas, instintivamente procuram vestir uma cor escura como cinza, preto, marrom, etc. Está ao nosso alcance inverter este humor negro colocando um vestido, blusa ou camisa de uma cor quente, alegre, nem que seja um lenço vermelho, laranja ou amarelo. A disposição para enfrentar o dia logo melhorará. Aliás, ao olhar durante 5 minutos ao acordar para algum objeto laranja, de preferência uma luz laranja, estimulamos o nosso intelectual para o resto do dia. Pessoas que trabalham muito à frente do computador ou em regiões com linhas de transmissão, estações de rádio e de televisão, deveriam proteger a sua tiróide dos raios maléficos emitidos pelos mesmos, usando sempre um lenço azul-turquesa no pescoço. Dependendo das circunstâncias, podemos neutralizar medos ou aumentar o nosso poder de dissuasão, usando uma roupa com a cor adequada para tal. Por exemplo: se temos de enfrentar um público desconhecido para uma palestra ou similar e se estamos algo inseguros, uma peça de roupa azul-turquesa ajudará a superar esta insegurança. Uma peça de roupa nos tons vermelho ou alaranjado nos deixará mais agressivos e convincentes numa reunião de negócios, por exemplo. As mães que tem uma criança muito irrequieta e nervosa, jamais deveriam por roupa vermelha nesta criança. O ideal nestes casos são roupas de todos os tons de azul e violeta. Uma pessoa facilmente irritável ou até colérica deve abolir definitivamente peças de roupa vermelha.

A cor do ambiente em que vivemos ou trabalhamos influi sobremaneira o nosso estado psíquico e o nosso bem-estar. Em casa, móveis, objetos e plantas nas tonalidades verde, azul-claro e violeta-claro acalmam, ao passo que o vermelho é desaconselhável, deixando as pessoas irritadas. O amarelo e o laranja nos deixam mais dispostos e estimulam inclusive o nosso intelecto. Crianças sem vontade e concentração para estudar deveriam fazer o seu dever de casa por baixo de uma lâmpada amarela ou laranja. Já as crianças nervosas e irrequietas deveriam estudar sob uma iluminação azul e ter uma lâmpada azul no dormitório para adormecer mais fácil. O ideal é decorar a nossa casa com cores suaves, desde o laranja claro, amarelo, todos os tons de verde e azul-claro até o violeta-claro. Plantas e flores dentro de casa são muito importantes para o nosso bem-estar. No nosso ambiente de trabalho muitas vezes é difícil podermos optar por cores, já que a decoração não foi de nossa escolha e o ambiente na maioria das vezes é bastante sóbrio, prevalecendo o preto e o marrom. Mas sempre poderemos fazer algo à respeito, solicitando por ocasião de uma pintura das paredes, que sejam pintados de azul claro, verde claro ou amarelo suave e podemos sempre levar e por à nossa frente uma plantinha que tenha flores ou um ramo de flores para alegrar e harmonizar um pouco mais o ambiente.

Atualmente médicos, principalmente psicólogos e psiquiatras, estão batalhando para que os quartos e corredores dos hospitais sejam pintados de cores que agem positivamente no restabelecimento dos doentes, em vez do branco comumente usado. Paredes pintadas de verde nos hospitais diminuem comprovadamente o tempo de restabelecimento (30%), de acordo com experiência feita na Europa. Em clínicas de repouso e instituições para doentes mentais as paredes e até as janelas deveriam ser pintadas de azul-claro, já que esta cor acalma a mente trazendo tranqüilidade.

É interessante mencionar o fato que atualmente os boxeadores treinam em ambientes totalmente vermelhos, para estimular sua agressividade e vontade de vencer. Outro exemplo são as toureadas onde o toureador usa um pano vermelho para deixar o touro mais agressivo. Em estábulos, cujas paredes foram pintadas de verde, as vacas dão mais leite. Numa experiência feita com um formigueiro dentro de um vidro, foi observado que, quando este formigueiro era irradiado com luz vermelha, era um caos, as formigas correndo de um lado para outro sem rumo. Quando depois foi irradiado com luz azul, a paz voltou a reinar. Plantas irradiadas com luz vermelha ou laranja ficam mais viçosas e suas frutas mais saborosas. Ao passo que, se irradiarmos uma planta com luz azul, ela morrerá.

Em resumo - luz e cores em nossa vida são tão importantes como o ar que respiramos e é importante termos consciência deste fato no nosso cotidiano. Não existe nada melhor do que observar o nascer do sol de manhã ou o por do sol à tarde, com toda a sua gama de cores quentes e vitalizantes. A luz, as cores, as flores e as plantas em geral são dádivas que a Mãe Natureza nos oferece gratuitamente, dando-nos todas as dicas, querendo nos ajudar. Compete a nós ficarmos atentos e viver de acordo com o que ela nos oferece e, acima de tudo, respeitá-la e amá-la.

- Elisabeth Eva Monogios -

Muita cor e muita luz para iluminar o seu dia!
Claudia.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Do bom e do melhor, por Leila Ferreira



Estamos obcecados com "o melhor". Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".Isso até que outro "melhor" apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego. Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros!...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente. Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?
E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"'?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.
A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo.
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?...
- Leila Ferreira -

Fica a reflexão. Um ótimo fim de semana!
Claudia.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

“Play Me, I’m Yours “ (Toque-me, sou teu)



Simplesmente adorável! Primeiro porque o piano é um instrumento magnífico, segundo porque andamos carentes de idéias que inspiram, que transformam, que modificam o ambiente, que proporcionam ao ser humano momentos lúdicos e únicos.

O projeto é do músico inglês Luke Jerram. Pianos foram espalhados nas cidades em todo o mundo, localizados em parques, zonas industriais, escolas, estações ferroviárias, bares, etc. O nome da campanha fala por si só “Play Me, I’m Yours “ (Toque-me, sou teu). Não precisa ser músico, basta aceitar o convite, sentar-se ao piano e mergulhar na experiência sonora que nossos impulsos proporcionam. A musicalidade flui, quem define o ritmo é a individualidade de cada um. Uma experiência rica e fascinante.

“Pianos distribuídos em diversas regiões da cidade interferem no cotidiano visual e sonoro do espaço público. Livre para a apropriação e manipulação por qualquer pessoa”. Assim o projeto é definido no site http://www.pianosderua.com.br/ , espaço para registro das diversas experiências. Os pianos agem como uma tela em branco, cujos contornos, cores e, claro, sons, vão tomando forma com a participação da coletividade, proporcionando uma reflexão das comunidades em que estão inseridos. Uma provocação, convidando o público a participar, interagir, trocar experiências e tomar posse do seu ambiente urbano.

Muitas experiências, com certeza, ficarão gravadas para sempre, como a de Ricardo, um morador de rua na cidade de São Paulo que nunca havia tocado um piano, apesar de sonhar um dia aprender tocar como Elton John. A partir da intervenção urbana de Luke Jerram para a mostra SESC de artes 2008, Ricardo pôde se aproximar do instrumento e o resultado pode ser conferido no vídeo abaixo...




A mostra que passou em São Paulo em outubro de 2008 foi tão boa que o idealizador resolveu deixar de presente um piano na Estação da Luz (imagem abaixo) por tempo indeterminado. O projeto continua pelo mundo. Para mais informações acesse
ou



Um ótimo fim de semana!
- Claudia Coutinho -